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Entrevista - metalsucks.net - 2009

Entrevista - metalsucks.net - 2009
com Johnny Kelly




Como parte do metal gótico original do Type O Negative, os talentos do baterista Johnny Kelly são frequentemente ofuscados pelo baixo sensual e as artimanhas do baixista/vocalista/modelo de nu artístico Peter Steele. Mas sua graciosa habilidade com o bastão tem mantido a banda unida desde o álbum de 95 (nota da tradutora: é de 96!) - October Rust - e os álbuns que saíram em seguida se mantém ombro a ombro com os materiais anteriores. Junto com a bateria do Danzig, Kelly toca no Seventh Void um metal tradicional, com o guitarrista do Type O Negative, Kenny Hickey.
A banda lançou seu primeiro álbum pelo selo do Vinnie Paul, a Big Vin Records, em abril. Em entrevista a MetalSucks, Kelly comenta o futuro do Type O Negative, o trabalho com o Glenn Danzig, e os seus pensamentos sobre os novos bateristas.


MS - Como está indo a vida?
JK - Está um pouco caótica.

MS - Mesmo? Como?
JK - Bem, tem muita coisa girando em torno do release do Seventh Void. Só estamos tentando ordernar tudo.

MS- Isso é bom.
JK - Equilibrar isso, as bandas, a família e outras coisas é bem trabalhoso.

MS - Posso imaginar. Você ainda consegue manter sua cabeça fora d'agua no meio disso tudo?
JK - Eu tento [risos]. Às vezes você sente como se engolisse água.

MS - É, posso imaginar. Você pode nos falar um pouco sobre estar na Big Vin Records?
JK - Sim, nós nunca consideramos outra oferta ou nada parecido. Nunca passou pela gente. O Vinnie sugeriu algumas vezes sempre que ocorria um revés com alguma coisa. Levou tanto tempo para sair o álbum, para juntar tudo, e até aquele ponto foi como esperar uns meses para fazer. Não havia um prazo final ou coisa assim. A agenda está funcionando bem.
Ainda bem que não está competindo com nada exceto o Type O Negative, ou qualquer outra coisa que o Vinnie ou qualquer outro envolvido não pudesse devotar 100% para levantar o álbum.


MS - Como foi a experiência de gravar esse álbum?
JK - Foi bastante casual. Não havia nenhuma pressa para nada. Quando ficamos disponíveis para entrar no estúdio e gravar as músicas, nós fizemos. Nós mandamos as faixas para o Texas, assim o Vinnie e Sterling (Winfield, produtor do Pantera) podiam trabalhar nelas. Após eles terem conseguido tempo para trabalhar nisso, eles fizeram. Foi legal não ter ninguém te pressionando ou respirando atrás de você. "Hora de entregar. Você tem dar isso. Tem que dar aquilo." Não houve nada disso.

MS - Você diria que foi uma experiência mais positiva do que você está acostumado ao longo das gravações?
JK - Eu não diria isso. Foi somente um trabalho intensivo. Por vezes psicótico. Suga muito de você. Sempre que você coloca muito esforço em algo emocional, isso leva um pedaço de você. Foi, na maior parte, uma experiência legal. Foi um lazer, então não foi nada como não deveria ser.

MS - Você ainda toca bateria no Danzig?
JK - Danzig? Sim. Eu estive na Califórnia em fevereiro, e fiz uns shows na Costa Oeste, e passamos um dia no estúdio enquanto estive lá. Deixamos um pouco do trabalho feito.
Eu venho tocado com eles desde 2002... E finalmente consegui uma gravação, estou realmente animado com isso [risos].

MS - o que você diria que é diferente entre isso e gravar com o Danzig? Seria como uma experiência diferente?
JK - Bem, com o Glenn a experiência que eu tive tanto com ele quanto com a gravação, foi que eu estava aprendendo os materiais no momento. Eu não peguei nenhuma música antes de entrar em estúdio, então foi literalmente sentar na bateria, fazer sons e então ele entrava com a guitarra e dizia "Essa é a música e eu quero que você vá disso para isso, é mais ou menos isso que estou procurando."Então nós tocamos isso um monte de vezes, e eu tentava coisas diferentes e ele dizia "Tudo bem, que seja. Isso parece legal. Faça isso" - ou então - "Estou procurando uma outra coisa." Foi bem coisa de momento, tradicional e mais impulsivo do que sentar e pensar sobre o que fazer e realmente compreender a música. Foi mais espontâneo. E isso é legal também. É definitivamente mais desafiador ver o que você pode fazer enquanto você é literalmente bombardeado e precisa responder. Então foi bem legal de um certo modo, uma experiência e aprendizado.

MS - Experiências como essa fazem de você um baterista mais forte, certo?
JK - Creio que sim. Te ajuda a se adaptar melhor. Se você responder positivamente quando for jogado em certas situações, então sim, com certeza faz de você um baterista melhor.

MS - O que você pode dizer sobre a gravação com o Seventh Void? O que te levou a fazê-la? O que você faz tocando no Seventh Void que você talvez não conseguisse no Type O ou Danzig?
JK - Músicas curtas [risos]. Se você vai comparar, é mais progressivo tocar no Danzig que no Type O. As composições não são tão elaboradas, excessivas ou orquestradas como são no Type O Negative. Type O tem muita coisa em uma mesma música em qualquer tempo, quase o tempo todo. Tem sempre muita coisa acontecendo de uma vez. É bem intenso nesse aspecto. Já isso é mais básico, mais "rock" em relação as composições. Os arranjos musicas são definitivamente mais simples porque são curtos. Mas a base das duas bandas são a mesma - Black Sabbath, essencialmente Black Sabbath.
Type O definitivamente faz uma coisa diferente do Seventh Void, mas algumas vezes você consegue ouvir parte do Type O Negative em algumas músicas. Nós queríamos fazer algo um pouco diferente. Você não quer fazer a mesma coisa pois isso se torna repetitivo, e então seria como "porque estamos fazendo isso?". Se você quer fazer a mesma coisa que faz no Type O
Negative então faça com o Peter e o Josh. Nós queríamos algo diferente, mas longe o suficiente para que pudéssemos ser diferentes.

MS - Sim, mas o Type O é uma união estável.
JK - Sim, mas tem uma forte identidade. Penso que tem um caráter muito forte. Você consegue dizer de longe se o que está tocando é uma música do Type O Negative ou não, o que é uma coisa boa. Toda banda quer que você a escute no rádio e diga "isso é assim e assim". Nós só queremos sair daquela bolha por um momento e fazer algo mais básico ou algo assim. Algo diferente.
Só isso.

MS - Eu sei que é bem cedo, mas você vai manter o foco no Seventh Void?
JK - Sim, claro que eu gostaria de ver a banda indo bem. Eu adoraria ver muitas pessoas curtindo e tudo o mais. Mas isso não significa que eu não quero o mesmo com o Type O Negative. Eu curto muito estar no Type O Negative. Nós temos uma boa dinâmica, e eu acho que o Type O Negative continua fazendo coisas legais, principalmente por ser uma banda com quase 20 anos. Às vezes a agenda fica um pouco lenta, e você precisa fazer alguma coisa para se manter ocupado. Então foi bem assim que o Seventh Void começou. Estávamos com um tempo ocioso e começamos a trabalhar nisso.



MS - Existe alguma novidade sobre o Type O Negative no momento?
JK - Nós estamos resolvendo os detalhes com a gravadora para o próximo disco e tudo mais.
Nós precisamos organizar os materiais. E então poderemos colocar nós quatro num cômodo e começar a trabalhar. Eu falei com o Peter outro dia. Ele disse que tinha umas coisas escritas, isso é bom. Eu ainda não as escutei, mas é hora de trabalhar nisso também.

MS - Como você se sente com o seu legado com o Type O Negative até agora?
JK - Eu realmente não vejo isso com um legado.

MS - Sério?
JK - Eu continuo vendo que há muito trabalho a ser feito. Existe muita coisa que a banda nunca conseguiu realizar e que eu gostaria muito de ver acontecer.

MS - O que você gostaria que a banda realizasse?
JK - Talvez ir a novos lugares como o Japão, Austrália ou América do Sul. Tem muitos lugares que a banda nunca foi. Lugares diferentes que estão abertos a música. O Type O realmente está focado, na maior parte, na Europa e América do Norte. Nós tocamos em Montreal ano passado. Foi a primeira vez que estivemos lá em dez anos.

MS - Nossa.
JK - Isso foi por conta do problema legal com o Peter. Ao mesmo tempo, existem muitos lugares que a banda nunca foi por qualquer motivo. Seria muito bom nesse ponto da nossa carreira ir a novos lugares. Criativamente, acho que o Type O é muito legal e único do seu modo. Definitivamente temos bons materiais ainda na banda. Ninguém está colocando para fora somente por colocar. A banda praticamente se mata para fazer um álbum. Há muito trabalho nisso.

MS - Você ainda acha que a banda tem muito a dizer, musicalmente?
JK - Acho sim, com certeza. Se não, talvez seria a hora de procurar fazer outra coisa e deixar isso de lado. Não chegou a esse ponto. Continua sendo um desafio. Ainda restam lutas a serem travadas na banda.

MS - Pelo que pude notar, sendo um fã de Type O Negative pelo tempo você está na banda, a cada novo álbum eu ficava como "bem, esse será o álbum em que eles finalmente vão recuar um pouco." Cada álbum foi...
JK - Mais caótico.

MS
- Sim.
JK - [risos] É. Penso que o último álbum foi bem sólido. Acho que teve todos os elementos que fazem a banda ser legal. Nós colocamos a música mais longa que já escrevemos como última faixa. Nós sempre fomos conhecidos por tocar lento e sombrio, ou coisa assim. Teve coisas que estavam bem rápidas no álbum e então teve a música mais longa que já fizemos. Foi como o
Godzilla andando devagar. Foi legal. Continua sendo estimulante.

MS - Contando que continue funcionando.
JK - É, até agora continua sendo válido, e não somente pagando as contas. Precisa haver algo que te inspire, te motive, e não somente algum jogo financeiro ou merdas do tipo. Fazer dinheiro é importante. Nós precisamos disso da mesma maneira que todo mundo precisa [risos]. Está sendo apenas um pouco mais difícil ganhar.

MS - O que você pensa das músicas e da indústria atual?
JK - Como tudo, está tomando um golpe. A indústria músical estava apanhando antes mesmo do país entrar numa recessão ou numa recessão global. A indústria musical estava sendo severamente atacada. Isso só combinou os problemas. Definitivamente é difícil ganhar a vida. O preço de tudo subiu, menos o dinheiro que a banda ganha. Isso continua o mesmo [risos].
Às vezes menos. É difícil ganhar a vida.


MS - Você já considerou desistir por conta da dificuldade?
JK - Eu passo pela batalha o tempo todo. Mas acho que nesse ponto da minha vida eu estou bem comprometido. O que diabos eu poderia fazer? [risos]
Mesmo agora eu continuo atrás do sonho, continuo tentando chegar naquele clímax. Continuo curtindo. Continuo tendo bons momentos.

MS - Isso é importante.
JK - É sim. Nada bate ser pago para fazer algo que você fizesse de qualquer maneira. Sabe?

MS - Sim. E eu diria para não deixar ninguém saber que você poderia fazer isso de graça [risos].
JK - É.

MS - O que você está escutando no momento?
JK - Eu estava escutando Jet mais cedo.

MS - Sério?
JK - Sim, o álbum Shine On.

MS - Nossa.
JK - É, eu estava no trem e tinha levado meu Ipod comigo. E passando pelo meu Ipod eu pensei "Sabe, nunca parei para escutar esse álbum." Eu pego uns cds, coloco no Ipod e nunca os escuto. É como "ah, vou pegar esse". Eu tenho o novo álbum do AC/DC. Tenho o novo do Metallica. Mas nunca paro realmente para dar uma boa escutada neles.

MS - Mesmo?
JK - É. Então eu estava passeando pelo meu Ipod e então "Ah, vou dar uma olhada no novo álbum do Jet." Eu o tinha lá por um ano, e achei que seria bom sentar e escutar. Eu não iria a lugar nenhum pois estava em um trem.

MS - E o que você achou?
JK - Para o que é, eu achei legal. Eu gostei muito do primeiro álbum. Não fiquei extremamente impressionada, mas é um bom álbum. É um rock'n'roll bem tocado, bem cantado, bem produzido e tudo mais. É um álbum legal. O que mais estou ouvindo? Estou tentando lembrar do que tenho no carro. Eu tenho o Sgt. Pepper. The Best of Badfinger.

MS - Uau.
JK - [risos] Eu deixo sempre no meu telefone o Temple of the Dog, o Superunknown do Soundgarden, e qualquer coisa que esteja tocando na rádio XM. Eu escuto muito rádio e faço cds. O que mais eu escutei ontem? Ah, estava conferindo o novo álbum do Static X.

MS - Sério?
JK - Estava escutando ele em casa, ontem.

MS - E o que você achou?
JK - Eu achei bem legal. Soa como um Static X bem clássico. Eu não sei como ele consegue cantar daquele jeito [risos]. Soa como uma máquina. É uma viagem. Definitivamente é bem legal. Nesse álbum a bateria está bem orgânica e tudo mais. É um álbum bem legal. Gostei muito.



MS - Isso é legal. Quais são os bateristas que você admira?
JK - Tem tantos. Tem muitos bateristas bons por aí. Existem caras que tem habilidade na simplicidade, e tem outros que são clássicos e ótimos e que continuam na ativa, como o Phil Rudd do AC/DC. Bill Ward (Black Sabbath), sempre curti o Scott Travis do Judas Priest, Tommy Lee (Mötley Crüe) e Tommy Aldridge (Whitesnake). Tem também uns caras mais novos que curto
muito: Morgan Rose (Sevendust) é um bom baterista, Roy Mayorga (Soulfly, Amebix, Stone Sour) é um monstro. Esse cara é descontrolado. Ele é bom pra caralho. Gene Hoglan (Dethklok, Testament). Ele se fez sozinho. Fico até com vergonha de andar com ele [risos].
A última coisa que quero discutir é tocar bateria com esse cara. Pode não ser a minha onda, mas tem caras que definitivamente estão fazendo coisas legais que escuto no rádio. O baterista do Avengend Sevenfold é bem legal. Esqueci o nome dele. (James Owen Sullivan "The Reverend")

MS - Vou ser sincero, eu também não sei. Ele parece muito bom.
JK - Sim, ele é bom. Ele tem alguns truques e coisas assim. Não é só acompanhar o ritmo como alguns de nós velhos fazemos [risos].

MS
- Os caras mais novos, sem querer ser rude, faz você se sentir pressionado a ficar na sua?
JK - Bem, eu acho que tem sempre aquela competitividade saudável, mas sou mais duro comigo mesmo que qualquer outro. Estou sempre me impulsionando para o melhor trabalho. Eu sempre tento ser consistente e entregar o mesmo ou o melhor e ser construtivo naquilo. Só tente ser mais consistente e construtivo em tudo o que você fizer. Eu nunca estive realmente entre os
melhores bateristas que se manteram com truques e tudo mais por mais de quatro minutos. É tão estimulante que me deixa entediado [risos].
Se eu quiser ver um solo de bateria, eu assisto meu vídeo instrutivo. É melhor assistir a um solo de quatro minutos do que colocar numa música e deixá-la perdida.

MS - Você mencionou que ainda curte o baterista do AC/DC.
JK - Phil Rudd. Eu desafio qualquer um a fazer o que ele faz tão bem [risos].

MS - Quase faz seu ego sentar, eu diria.
JK - Não tem nem ego para esse tipo de disciplina, conseguir se manter tão bem. Nove de dez pessoas não conseguem. A relação é até mais alta que nove entre dez. Só sentar lá e tocar o mesmo instrumento com mais de uma pessoa e continuar no ritmo se tornou uma arte perdida. Você vê muito disso na música pop e coisas assim. Numa banda de metal ou hard rock raramente se vê hoje em dia. Muitos músicos querem mais ser vistos e ouvidos em vez de escrever uma boa música. Isso é o que o AC/DC faz, escreve boas músicas. Phil Rudd e Cliff Williams ficam no ritmo em uma boa música [risos].

MS - Você acha que esses valores acompanharão você no seu trabalho com o Seventh Void?
JK - Acho que sim. Pra mim o maior chute que tomei foi ouvir o Kenny cantando. O Kenny tem uma ótima voz e eu acho que essa é uma ótima maneira de mostrar suas habilidades vocais. Então esse é o maior custo de tudo. Acho que quando as pessoas ouvirem, vão ficar bem surpresas. Até mesmo quando o Vinnie nos ajudou inicialmente a mixar, ele disse "Eu não sabia que o Kenny tinha uma garganta assim." [risos] Pra mim é o que tem de mais impressionante. Eu acho que isso será o que as pessoas vão pensar quando disserem "Ah, os caras do Type O Negative estão fazendo isso" e então vão ouvir o Kenny cantando. Acho que é isso que os fãs de Type O irão gostar. Muitos fãs gostam do Kenny cantando. Às vezes alguns deles dizem "O Kenny deveria cantar mais."

Entrevista - lubbockonline.com - 1996

Entrevista - lubbockonline.com - 1996
com Peter Steele
Steele, do Type O Negative leva um caminho estranho para encontrar a paz e tranquilidade.

Filadélfia - Peter Steele diz que quer o que todos desejam - "paz, tranquilidade e felicidade" - como ele mesmo disse. Mas ele escolheu um modo bem tumultuado e louco de conseguir isso sendo o vocalista e baixista de uma banda de rock - o provocante quarteto Type O Negative.
Ele pensa que independência financeira irá ajudá-lo em sua busca.
"Eu só quero dinheiro suficiente para que eu possa ir embora, ter minha própria casa, meus animais de estimação e uma mulher que me tenha e que eu possa passar o resto da vida com ela", diz Steele. "Esse é um desafio para mim, fazer algo sem a ajuda de ninguém."
Até agora ele tem conseguido. O Type O Negative acaba de lançar seu quarto álbum, o "October Rust", no encalço de seu antecessor, "Bloody Kisses", que foi disco de ouro.O novo álbum continua a tradição do "Bloody Kisses" de adentrar a sonoridade gótica.
Delicado, com teclados invocados, cortados e distribuídos sobre notas de gruitarra. A música do TON pode ser profundamente bonita ou profanamente boba, e eles são igualmente adeptos de ambas.
Steele se interessa por algo que ele chama de "fundações psicológicas dos tons".
"Eu sempre analisei a música sob um ponto de vista psicológico, como por exemplo porque essa passagem te deixa tão triste? O que acontece? É o ritmo? Seria a paixão de quem toca?", diz ele.
"Eu escolho tudo e separo, então analiso e aplico às canções que escrevo."
Steele usa a escala de basso (técnica vocal) na sua voz de canto esporadicamente, guardando para momentos de drama ou humor. Mas a sua voz falada é bem profunda com um sotaque bem Nova Iorquino.
Ele é um cara com múltiplas facetas; ele pode ser tão sexualmente explícito ao descrever suas músicas ou motivações que te fazem ficar vermelho. Ele falou sobre seu ensaio nu para a playgirl de agosto de 95. Ele insiste que fez isso pela publicidade; o resto da banda só deu um ok.
"O dinheiro não era o principal", diz ele. "Eu não estou tirando a importância dele, também. Eu estava um pouco mortificado, mas acostumei. Foi um trabalho - e as vezes você não tem que gostar do seu trabalho, você só tem que fazer."
Ele também pode fazer você se sentir sinceramente mal por ele, principalmente quando ele fala da sua infância. Ele tem cinco irmãs mais velhas.
"Eu era bem introvertido", diz ele. "Eu não tinha amigos simplismente porque eu não achava que poderia fazer um amigo que valesse a pena."
"Sempre me senti como um peso para os meus pais... mas também sempre quis agradá-los, principalmente minha mãe... Eu apenas sentia um extremo desconforto comigo mesmo e eu sempre sentia que estava no meio do caminho."
Esse tema reflete várias vezes nas músicas de Steele. Em todas as canções sobre escapadas proibidas com "seres amantes" da fantasia ("Haunted") menáge exagerados ("My Girlfriend's Girlfriend"), e outras sobre a dor e a devastação emocional quando os relacionamentos da vida real não dão certo ("Die With You" e "Burnt Flowers Fallen").
Sua sexualidade desenfreada é frequentemente atacada pela sua vulnerabilidade e insegurança. Em "Love You To Death", ele desesperadamente pergunta "Am I good enough for you?" como se estivesse com medo de escutar a resposta.
Ele investiga a mitologia celta na pastoral "Green Man", da qual trata dos ciclos da natureza. O título da música se refere também aos tempos em que ele trabalhou no departamento de parques de Nova Iorque.
A mitologia de muitas culturas salpica em sua escrita.
"Eu definitivamente tenho muito orgulho dos meus ancestrais que são Islandeses e Russos", ele disse. "Não tem muita coisa escrita sobre a mitologia Slavic, porque eles eram de diferentes tribos e muito violentos."

Entrevista - Kerrang! Magazine - 28. Outubro 2000

Entrevista - Kerrang! Magazine - 28. October 2000

Em um porão no Brooklyn, o vocalista da banda Type O Negative - Peter Steele - vive com seus dois gatos, algumas pesos para musculação e uma gama francamente alarmante de remédios. E então há seus 24 pares de cuecas idênticas...

Faz sentido dizer que Peter Steele vive de forma "underground". O baixista e vocalista da banda Type O Negative, o Lorde Negro do metal gótico, vive em um porão/apartamento embaixo da casa onde cresceu, e onde sua mãe ainda reside.
Decorado pelo próprio Steele, o apartamento é longo e estreito, decorado principalmente com linhas pretas, cinzas, vermelhas e brancas, e com grandes espelhos para dar uma aparência de mais espaçoso. À esquerda existe uma plataforma elevada que é a área de dormir, e então uma pequena academia onde números impressionantes de pesos decoram as paredes, junto com baixos - a única evidência real de como Peter ganha seu dinheiro.
Várias portas conduzem para o banheiro e um quarto que virou oficina, enquanto uma pequena sala de estar se abre na cozinha. Livros empilhados em várias estantes, e o pedaço ocasional da decoração na parede aparece. Ordenadamente e limpo, é retratado na imprensa como alguém obsessivo com o seu próprio falecimento.
Com o álbum "Best Of..." prestes a ser lançado - intitulado com o típico humor auto depreciativo, "The Least Worst of Type O Negative" - parece a hora apropriada para Steele dar a Kerrang! um guia através do seu subterrâneo e supreendente 'não-halloween' habitat...

Banheiro:
Peter - "Este é um cômodo muito importante pra mim, pois quando se está em turnê, banhar e defecar se tornam luxos. Por isso é muito bom estar em casa e fazer aquelas duas atividades assim que a natureza chamar. Eu mesmo instalei o banheiro, incluindo o sanitário e o box do chuveiro, mas o que mais gosto é o telefone que tenho aqui. Eu tenho a tabela periódica em cima do sanitário, assim posso saber exatamente qual elemento estou mijando."

Gatos:
Peter - "Os verdadeiros amores da minha vida. Weena e Grizzelda. Grizzelda eu tenho há 10 anos, Weena eu achei na porta de casa no ano passado. Ela é somente um ano mais velha. Eu gosto porque eles são independentes. Se eles não te amam, eles não vão demonstrar que te amam. Eles só fazem a porra que quiserem."

Tony, amigo do Peter:
Peter - "Eu conheço o Tony por quase 15 anos, mas nós nos tornamos mais próximos nos últimos anos. Ele é como o irmão que nunca tive. Tem horas que preciso da ajuda dele, e horas em que ele precisa da minha e nós não temos nenhum dilema em largar nada e ir fazer o que é certo para cada um."

Oficina e ferramentas:
Peter - "Este é o quarto onde guardo minhas ferramentas. Tinta em spray, ferramentas de poder inimaginável, soldador de arco... Eu realmente peguei o jeito com ferramentas pois eu vivo em uma casa velha e as coisas quebram com muita frequência. Agora nós vamos fazer algumas soldas..."

Lavadora e secadora:
Peter - "Quando você está em turnê, é um luxo ter roupas limpas. Eu pego 12 pares de calças, 24 pares de cuecas, 24 pares de meias e 24 pares de camisetas e levo. A questão é que lavar minhas roupas em casa é um luxo. Eu mesmo instalei a lavadora e tive que colocar um cano de gás, o que é assustador se você não sabe que porra está fazendo."

Coleção de cds:
Peter - "A música é a maneira mais positiva de aliviar o tédio. Eu tenho tudo dos Beatles, até Black Sabbath e Laibach, Devo, Cocteau Twins... bem diverso. A coisa mais incomum que alguém encontraria nessa coleção? Provavelmente os 100 dólares que escondi aqui mas não acho agora. Ou então Village People. Cara, eles detonam!"

Cozinha:

Peter - "Eu amo minha cozinha porque eu guardo todas as minhas porcarias em um só lugar (abre o refrigerador). Tudo que eu amo está aqui - salsichas, comida grega, atum, chá gelado, picles. Na verdade é bem chato cozinhar para um só, e é mais chato ainda comer sozinho, então a maior parte da minha comida eu peço para entregarem. Eu gosto da cozinha pois eu posso comer onde eu quiser."

Vitaminas:

Peter - "Estar em turnê pode ser algo realmente estressante, então, eu penso que é uma coisa boa tomar umas vitaminas. Principalmente em turnê, pois você não consegue balancear as refeições. Então eu tomo muitos minerais, vitaminas, suplementos à base de proteína, creatina (amino-ácido encontrado nos músculos dos animais vertebrados), suplemento para dieta para não ficar um gordo filho da mãe, St John realmente funciona. Eu tomo cerca de 100 tabletes por dia."

Pesos:
Peter - "Uma banda deve parecer tão boa quanto seu som - o que explicar porque Type O Negative é ruim. Mas se uma banda tem uma imagem erótica, penso que é legal deixar um dos corpos em forma. Eu costumo malhar todo dia. Antes eu ia até a academia do Lou ("O incrível Hulk") Ferrigno, mas ela fechou. Estes pesos costumavam estar lá, mas eu comprei deles por um bom preço."

Carro:

Peter - "(acima do capô e perto do motor) Esse carro é um Grand Prix 85 que eu modifiquei. Eu tenho um sistema de PA (som) no carro onde eu posso gritar realmente alto com as pessoas. O projeto de pintura é baseado em uma locomotiva. Eu amo meu carro. Sinto como se ele fosse uma extensão de mim. É preto e amarelo, e toda a criatura que evoluiu na natureza e é preta e amarela, é notavelmente venenosa."


O novo álbum do Type O Negative, "The Least Worst of Type O Negative", será lançado em 30 de outubro.
28 de outubro de 2000

Fotos : Carro do Peter
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Creditos a Pan pela tradução e ao Marcos pelas fotos e pelo apoio. Obrigado!

Comando Rock Entrevista com Josh Silver (2008)


Sem se preocupar com o sucesso e tentando sobreviver a uma série de problemas, a banda norte-americana Type O Negative lança o novo álbum de estúdio Dead Again, após quatro anos de silêncio.
O grupo, que alcançou o mainstream no início da carreira (em meados dos anos 90), perdeu popularidade após experimentações sonoras, mas principalmente por não conseguir nenhum grande hit como a excepcional “Black No. 1”. Mas isso nunca foi uma preocupação dos integrantes, que na verdade nunca buscaram o sucesso conforme nos conta o tecladista do conjunto Josh Silver: “o sucesso que tivemos naquela época (início da carreira) foi algo totalmente acidental e acho que se acontecer de novo será também”.
O novo álbum Dead Again, que acaba de ser lançado pela Hellion Records, mostra um apanhado da carreira e aborda alguns dos problemas enfrentados pela banda, como as drogas. O conjunto também homenageia músicos falecidos na faixa “Halloween in Heaven”, que conta com a participação de Tara Vanflower (do grupo Lycia).


Nesta entrevista exclusiva a Comando Rock, o tecladista conta sobre o novo álbum, o intervalo de quatro anos em relação ao antecessor, a homenagem aos mortos, a participação de sua amiga Tara e a imagem no mago Rasputin na capa do disco, comenta a idéia da gravadora de pedir aos fãs que gravassem comerciais sobre o novo CD, fala sobre os problemas com drogas, prisões e internações do vocalista Peter Steele, esclarece o possível convite ao vocalista para participar de um reality show, explica os problemas ocorridos no show em Birmingham (Inglaterra) e muito mais.


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Comando Rock: A banda está lançando o novo álbum de estúdio Dead Again. Como foram os processos de composição e gravação do disco?
Josh Silver: Ambos foram um pouco diferentes do que costumamos fazer. Neste disco passamos mais tempo na pré-produção, tocando e improvisando mais, até chegar a hora de ir ao estúdio. Na verdade não obedecemos nenhum tipo de regra. Acontece que nossas músicas mudam muito desde sua criação até a gravação. Elas passam por um período muito grande de crescimento e mudanças. Nesse meio tempo evoluem bastante.
Dead Again chega às lojas quatro anos depois do último disco Life Is Killing Me. Este é o maior intervalo entre álbuns de inéditas do conjunto. Por quê?
Josh Silver: Na verdade não foi tanto tempo. Desde nosso terceiro trabalho temos dado um tempo maior entre os lançamentos. Passamos algum tempo focados no desenvolvimento do álbum a mais do que normalmente fazemos. Este material também tem dez faixas, porém cerca de 80 minutos. Hoje, as bandas têm feito discos com cerca de 40 minutos. Assim é claro que fica muito mais rápido de se fazer um CD.
O novo CD traz elementos de todos os seus antecessores mostrando um pouco de cada fase do grupo. Como você diferencia Dead Again dos outros trabalhos?
Josh Silver: Ele realmente tem um pouco de cada disco, assim como os outros também. Este é diferente porque tem sua própria identidade. Algo que sempre buscamos com nossa música é que cada trabalho seja único. Fiquei meio decepcionado com Life Is Killing Me, pois em minha opinião ele nunca alcançou isso, nunca teve identidade própria. Mas estou realmente feliz com o resultado deste CD.
A faixa “Halloween in Heaven” é uma homenagem a músicos que já morreram, especialmente o guitarrista Dimebag Darrel Abbott (ex-Pantera). Como surgiu a idéia desta canção?
Josh Silver: Peter sempre gostou muito de Halloween. Acho que todo músico acaba não sendo totalmente estável quando se pensa em termos de personalidade. Você pode ser muito criativo sendo louco e a loucura também nunca atrapalhou o lado criativo das pessoas. Creio que esta composição foi a forma que Peter encontrou de homenagear pessoas que fizeram, em grande maioria, coisas estúpidas que acabaram levando ao final prematuro de suas vidas.
Falando em “Halloween in Heaven”, esta faixa conta com a participação especial de Tara Vanflower (do grupo Lycia).
Josh Silver: Peter sempre foi um grande fã do Lycia. Há algum tempo fiquei amigo de Tara e, quando Peter cantava a parte mais hardcore desta música, pensei que Tara poderia participar. Falei dessa idéia para ele, que gostou muito. Fez a melodia para ela e mandamos os arquivos pela Internet. Ficamos muito felizes com o resultado. A combinação da voz dela, que é leve e sensual, ficou perfeita com a voz do Peter, que por sua vez é algo mais cru.
A capa do álbum traz uma imagem que representa o místico russo Rasputin, porém os leigos poderão enxerga-la como uma imagem de Jesus Cristo. Vocês chegaram a pensar nessa coincidência?
Josh Silver: Nunca pensamos nisso! Rasputin tem uma cara conhecida. Acho que, em certa época do tempo, as pessoas realmente não tinham como se barbear diariamente e algumas figuras acabaram se parecendo. Ao mesmo tempo em que as pessoas vêem Jesus, outras pensam em Charles Manson. Fazer o quê? Acho que cada um deles foi um rock star de sua própria forma. Peter sempre teve vontade de colocar esta imagem na capa de algum disco. Rasputin foi um cara mulherengo, bêbado e egocêntrico. Um cara totalmente nojento que poderia facilmente fazer parte da banda. Pelo fato de ter o mito envolvendo a vida e morte dele, foi algo que casou perfeitamente com o que estávamos buscando e com o nome do CD. O fato de ele estar na capa de um trabalho nosso iria acontecer, mais cedo ou mais tarde.
Para a divulgação do novo álbum, o grupo promoveu uma disputa entre os fãs, que deveriam criar comerciais para Dead Again e divulga-los no YouTube (site de vídeos na Internet). Como surgiu essa idéia?
Josh Silver: Não sei te dizer, isso foi algo criado pela gravadora. O que fazemos para divulgar o disco são entrevistas e shows, o restante fica a cargo deles. Assisti a alguns vídeos e, como tudo na vida, uns eram bons e outros não prestavam (risos). Mas acho que é sempre legal ver os fãs se envolvendo com o nosso trabalho.
A faixa título do CD fala sobre o abuso de drogas, algo que tem afligido principalmente o vocalista do grupo. Como está essa situação atualmente?
Josh Silver: É algo que tem seus altos e baixos. Realmente não sento junto com ele e pergunto diariamente como ele está se sentindo. Mas sei que esse tipo de situação faz com que cada dia seja uma batalha. Sem querer começar a pregar qualquer coisa, ainda mais porque ninguém perguntou, mas para mim drogas não prestam (risos). É algo que não recomendo a ninguém.
Um momento crítico na carreira do Type O Negative foi a prisão do vocalista Peter Steele em 2005 e, em seguida, sua internação em uma instituição psiquiátrica.
Josh Silver: Foi algo complicado! Antes de qualquer coisa, acho que o mais importante é a pessoa que passa por esse tipo de problema querer se ajudar. Porque não tem como você arrastar alguém para tratamento se ela realmente não quer ajuda. Temos apoiado em tudo o que podemos, até vamos a reuniões e coisas do tipo para fazer com que as coisas melhorem.
Você acredita que esses problemas com vícios de drogas e álcool influenciaram diretamente na carreira do grupo?
Josh Silver: Acho que isso afetou sim, afinal as drogas não aceleram a composições das músicas, nem nas apresentações ao vivo. Mas acho que não chegamos aonde podíamos quando estávamos no mainstream, não foi causado apenas por isso. Durante os anos 90, quando estávamos na mídia, houve problemas com nossos empresários, coisas que foram afetando a banda aos poucos. Resumindo foi uma mistura de erros.
A banda nunca buscou o sucesso ou grandes hits, porém indiscutivelmente o grupo conquistou isso com seus primeiros trabalhos. Já os discos mais recentes não têm tido a mesma resposta comercialmente. Você acha que o conjunto pode voltar a alcançar o mesmo sucesso que já teve um dia?
Josh Silver: Isso é difícil de dizer! Tenho quase 45 anos, Peter já os tem e os outros membros da banda são um pouco mais novos, mas nem tanto. Sempre podemos escrever músicas que tocam nas rádios, mas não queremos nos preocupar com essas coisas. Fazemos o que gostamos. Se não estamos felizes com nosso trabalho como podemos esperar que os fãs fiquem? O sucesso que tivemos naquela época foi algo totalmente acidental e acho que se acontecer de novo será também.
Apesar do grupo não buscar o sucesso, muitos conjuntos principalmente do gothic metal que fazem sucesso atualmente declaram que o Type O Negative é uma de suas influências.
Josh Silver: Vejo tudo isso como um grande elogio. Não me importo com quão bem sucedidos somos, porque sempre saberei que fizemos uma coisa boa. Fomos originais em uma época em que as pessoas não criavam nada fazia tempo. Todos pegavam coisas que já existiam e recriavam. Me orgulho muito de fazermos nossas próprias coisas. Mas não costumo ouvir esses grupos. Sou um cara que ainda ouve Beatles e Black Sabbath. E sei que sou intensamente influenciado pelo Sabbath.
No ano passado surgiram rumores de que o vocalista Peter Steele foi procurado para participar do reality show The Surreal Life (algo semelhante a Casa dos Artistas). Esse contato realmente aconteceu?
Josh Silver: Não! Nem imagino de onde esses rumores vieram.
O que você acha desse tipo de programa, nos quais ícones do rock como Ozzy Osbourne e Gene Simmons têm participado?
Josh Silver: Pessoalmente odeio esse tipo de programa. Acho horrível!
Os demais integrantes do Type O Negative têm mantido alguns projetos paralelos. Qual a sua opinião a respeito?
Josh Silver: Na verdade não gosto de projetos paralelos. Na minha opinião, esse tipo de coisa acaba tirando o foco do objetivo principal, que é fazer o possível para que aquela banda dê certo. Por não achar isso legal e não me envolver em outros projetos, não tenho de me preocupar com esse tipo de coisa. Mas acho que isso acaba prejudicando os resultados que o Type poderia alcançar.
Após o lançamento do álbum, o grupo iniciou a nova turnê com alguns shows pela Europa. Em uma das apresentações na Inglaterra, mais especificamente em Birmingham, houve vários problemas. O que realmente aconteceu?
Josh Silver: O que aconteceu foi que Peter estava doente no dia. Ele estava tendo problemas para respirar e acabou indo para o hotel. Tinha de ficar na companhia de alguém porque estava semiconsciente. Ele foi examinado por médicos e para-médicos. Esse processo todo levou algum tempo e admito que não estávamos preocupados com o tempo, mas na resolução da situação que era tocar ou cancelar o show. O atraso real foi de 50 minutos. Nos preocupamos porque toda vez que tocamos fazemos de tudo para que a apresentação seja a melhor possível e não queríamos que nossos fãs se sentissem prejudicados com o resultado. O problema maior é que as pessoas na Europa vêem as coisas de uma forma diferente. Para mim o rock and roll sempre foi algo agressivo e furioso. Subir ao palco e tocar sempre foi uma forma de liberarmos aquela raiva. O fato das pessoas se sentirem agredidas por ter mostrado o dedo do meio para elas ou de Johnny aparecer rindo e filmando tudo achei bobo. Sempre fizemos essas coisas nos shows, não foi apenas naquela apresentação e nossa intenção nunca foi de agredir nossos fãs. Os europeus, melhor dizendo, os ingleses têm essa coisa de serem respeitosos, mas não podia imaginar que essa seria a reação das pessoas. Quando mostro o dedo para a platéia nos Estados Unidos, eles não levam para o lado pessoal, não parecem se preocupar com aquilo. Na verdade, na maioria das vezes, eles respondem iguais e também não me sinto mal com aquilo. Acho muito chato ter de ficar explicando para os outros das minhas ações. Mas não vou me sentar e chorar por isso. Sempre fomos assim e era de se esperar que as pessoas soubessem disso sendo nossos fãs. Se isso fizer elas mudarem de idéia e passarem a nos odiar, tudo bem. Sempre fomos uma banda odiada (risos).
E nos Estados Unidos como tem sido shows de divulgação?
Josh Silver: Tem sido muito bons. Também tivemos um cancelamento e isso virou polêmica de novo, mas quer saber? Acontece... É a vida! Não é algo que tivéssemos intenção de fazer, porque se fosse planejado nem teríamos ido ao local. Apenas ligaríamos avisando que não ia mais ter show. Já vi uma apresentação do Iron Maiden, no qual a voz do vocalista soava como um moedor de carne. Nos preocupamos em fazer um bom show e não desapontar nossos fãs, mas sabemos que não podemos controlar tudo.
A banda possuiu muitos fãs no Brasil, onde acaba de ser lançado o novo álbum. Existe alguma previsão de quando farão shows por aqui?
Josh Silver: Ainda não há planos, mas é algo que esperamos poder fazer no futuro. Nunca nos apresentamos em países da América do Sul e gosto muito de poder conhecer novos lugares.

Vampirus Brasil Entrevista com Johnny Kelly (2003)



É um prazer enorme entrevistar Johnny Kelly para o Vampirus Brasil, especialmente para mim que sou fan da banda há aproximadamente 10 anos. O contato com Johnny vem sendo muito gratificante e ele sempre fora extremamente gentil e responder a tudo que lhe perguntei. Espero que goste que você, nosso leitor e fan de Type O Negative, goste da entrevista a qual foi feita em um angulo pessoal além de profissional.
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Vampirus Brasil - Quanto tempo você está tocando na banda Type O Negative até agora? Johnny Kelly - Eu estou na banda por 9 anos até agora.
VB - Como nós sabemos... Você costuma escrever o diário das tours do Type O Negative... A quanto tempo você está fazendo isso? Você tem algumas idéias para letras de músicas também? JK - Eu tenho feito isso desde o início. Eu ainda faço, mas nós temos muito o que escrever a respeito, desde que nós não temos feito tours por um tempo. Eu nunca fui muito um compositor. Eu não acho que eu nunca tenha escrito uma letra de música. Eu tenho muito medo de ser ridicularizado.
VB - Você está em contato com os fans ao redor do mundo? Diga-nos algo sobre isso. JK - Eu tenho recebido emails de fans de todo o mundo desde que o site oficial surgiu. Eu acho ótimo que existam fans naqueles lugares ouvindo nossa música.
VB - Você tem irmãos ou irmãs que toquem em bandas de rock? A quanto tempo você vive em Brooklin - NY? Quando foi sua primeira experiência tocando na banda? JK - Eu tenho um irmão, mas ele não toca em nenhuma banda. Eu cresci no Brooklin. O primeiro show que eu toquei foi em 1984 no Brooklin - NY.
VB - Em julho, 1979 você viu seu primeiro show no Madison Square Garden - KISS. Como este show poderia mudar sua vida? JK - Eu estava completamente maluco por aquele show. Era algo inédito como eu tinha vivenciado até aquele momento. Foi uma das coisas que me fez querer tocar bateria.
VB - O que o Led Zeppelin representa para você? JK - Eles foram a melhor banda que pisou no planeta. Não existiu nada musicalmente falando que eles não foram capazes de fazer. Eu ainda fico maravilhado quando eu escuto as músicas deles. Eu ainda encontro coisas que eu nunca havia ouvido antes.
VB - Qual sua música favorita ou cd do Type O Negative até agora? JK - Eu acho que World Coming Down é o meu cd favorito. Eu sempre gostei de Pain do primeiro cd também.
VB - A maioria dos nossos leitores simplesmente adoram os livros de Anne rice... Você gosta desse tipo de romance ou filmes? Vampiros? Outras criaturas da noite? JK - Eu nunca li nenhum dos livros dela. Eu vi o filme Entrevista com o Vampiro no cinema. Eu gostei. Eu aprecio filmes de terror antigos.
VB - Type O Negative participou de algumas trilhas sonoras... Nós estávamos esperando ao menos uma música do TypeO na trilha do filme Rainha dos Condenados também. Bem, como você se sente com esse tipo de participação? JK - Eu realmente não tenho problemas com isso, mas isso pode contribuir para a banda ser esteriotipada e eu não quero isso aconteça com a banda mais do que já tem acontecido. É sempre algo a mais quando sua música é parte de alguma coisa que é legal de alguma forma.
VB - E sobre o filme Nosferatu- o primeiro vampiro em branco e preto com todas as músicas do Type O Negative? Como começou essa idéia entre você, Josh, Peter e Kenny? JK - Nós não tínhamos nada para fazer com essa concepção. Aquela idéia foi de outra pessoa. Os produtores do filme obtiveram os direitos para as músicas. Nos não tínhamos nada a fazer. Eu nem tenho uma cópia daquele filme.

VB - Qual o nome do novo cd que será lançado em marco de 2003? JK - Até onde eu sei, o novo cd ainda não tem um título, mas eu já li vários títulos diferentes até agora.
VB - O aniversário da Sophia Paige Kelly, sua filha é em 19 de janeiro. Como você se sente como pai agora? Eu creio que deva ser muito duro para você quando está em tour, longe dela e sua esposa... JK - Eu me sinto muito orgulhoso quando eu vejo minha filha e eu constantemente me impressiono observando-a crescer e desenvolver sua própria personalidade e identidade. Eu não posso acreditar que ela já vai completar 2 anos nesta semana. É muito duro para nós quando eu fico fora de casa.(Johnny Kelly respondeu a esta entrevista na semana de 19 de janeiro de 2003)
VB - Quem está quase sempre de bom humor na banda? Quem é o cara sério? E você? JK - É duro encontrar um de nós que esteja sempre de bom humor. Nem mesmo Kenny ou eu estamos geralmente num melhor humor que o Josh e Peter. Na verdade, eu tenho me sentido mais na boa, ultimamente.
VB - Nós recebemos algumas palavras suas sobre a ótima tour que você terminou de fazer em 2002 com Glen Danzig e já mostramos isso aos nossos leitores. Você gostaria de continuar com essas tours? JK - Fazer a tour com Danzig foi BLAST. Eu me diverti muito e eu estou esperando ansiosamente para trabalhar com a banda de novo, em breve.
VB - Muitas raves góticas, eventos, fashion shows são musicados pelas músicas do Type O Negative e existem as bandas covers também. O que você acha disso?JK - Eu acho isso lisonjeante, claro.
VB - Qual sua estação do ano, favorita? Qual seu lugar favorito no mundo para se sentir totalmente tranqüilo? JK - Outono é minha estação favorita. Meu lugar favorito para relaxar é em minha casa.
VB - Johnny, a pergunta mais difícil para mim é... Você tem a intenção de deixar o Type O Negative? JK - Eu não tenho nenhuma intenção de deixar o Type O Negative tão cedo.
VB - Bem, muito obrigada por todas suas palavras para nós do site Vampirus Brasil, seus fans eternos.Nós te desejamos Boa Sorte, Johnny ! Agora, há um espaço livre para você... Diga tudo que quiser... Fique a vontade, Johnny! JK - Obrigado por seu tempo e agradeço por sua ajuda em apoiar a banda. Eu espero que nós vamos visitar seu país muito em breve. Feliz Ano Novo também. Cuide-se.Johnny


Escrito por Denise MG

Texto retirado do site : www.vampirusbrasil.com.br com todos direitos reservados.

SuicideGirls entrevista Peter Steele (2007)



SuicideGirls entrevista com Peter Steele

Eu não sabia que o Peter Steele seria tão engraçado. Quando eu liguei pela primeira vez para entrevista-lo, ele atendeu ao telefone com aquele grosso tom de voz dizendo “New York City Departamento of Corruption”. Eu desliguei e telefone de cara porque pensei que tinha ligado no número errado. Por sorte quando eu liguei novamente e Steele e eu rimos muito disso. Mas ele é provavelmente um dos caras mais engraçado e honesto que eu já entrevistei. Além de falar sobre o novo CD do Type O Negative, Dead Again, nós tocamos no assunto sobre a recente morte de sua amada mãe, mulheres que vão na sua casa das 4 da manha e sobre a nova turnê com o Celtic Frost.

Daniel Robert Epstein: E ai Peter, como você está?
Peter Steele: Beleza cara, da onde você está falando?

DRE: Astoria Queens.
PS: Meu Deus. Ai deve ser onde os bebes abortado vão, eu acho.

DRE: Às vezes parece que é.
PS: Eu acho que é perto do Queens Boulevard lá perto do Sam’s Ash, la é o lugar onde todos os fetos abortados passam o tempo.

DRE: Você está no Brooklyn ou em Manhattan?
PS: Eu estou no Brooklyn, o éden de toda a humanidade. Adão e Eva cresceram lá. Eu adquiri a árvore do conhecimento no meu quintal. Tudo o que dava era maças podres cheias de bichos. Toda vez que eu vou para o Queens eu me perco. Qual é o problema com aquela merda de avenida?

DRE: Eu odeio aquilo. Eu não sei muito bem onde estou aqui na verdade.
PS: Eu conheci garotas no Brooklyn que eram de Queens. Eu pensava: “Vale a pena foder essa garota só pra aparecer na porra do Bronx”?

DRE: Por sorte eu sou casada, então eu não tenho que me preocupar com quem eu vou dormir a noite.
PS: A próxima vez que eu andar pelo corredor, estarei em uma caixa, então eu estarei lá contigo.

DRE: O que você esta fazendo hoje?
PS: Dando entrevistas. Associação livre.

DRE: Você não faz muitas entrevistas.
PS: Eu odeio ser entrevistado. São sempre as mesmas perguntas. “Quando você começou a tocar baixo?” Bem, eu estou tocando em uma corda faz 8 anos! Ou: “Qual sua cor favorita?” Eu sou do tipo, “limpo”.

DRE: Essa é boa
PS: “Qual sua banda favorita?” Borracha. Ta loco cara.

DRE: Sim, a maioria das entrevistas são chatas.
PS: Pergunte-me algo de dar um tapa na nuca, algo imbecil, perguntas superficialmente loucas. Dae vai ser massa. Você recebeu o CD e as letras?

DRE: Sim, eles me mandaram.
PS: Ok. É porque um montes de outros entrevistadores não receberam e eu fiquei de cara.
Eu estava mascando os canos de água do teto porque meus dentes continuam crescendo então eu tinha que afia-los. Eu estava muito puto e minhas hemorróidas estavam a toda, então eu tinha que fazer algo para esquecer da dor da angustia mental da gravadora que não estava fazendo seu trabalho. Que surpresa!

DRE: Eles foram bem inflexíveis pra me dar o CD e as letras.
PS: Viu, eu queria que eles mandassem o primeiro CD do Bee Gees e contar para os caras que era o novo CD do Type O Negative. Eles falaram “O que?” e eu disse, “Sim cara, tipo Andy Gibb, o Gibb, os irmãos Gibb, o Bee Gees, eu vim daí”. Metade deles estão mortos, e nós estamos também.

DRE: Você é fan do Bee Gees?
PS: Eu gosto do Bee Gees do começo. Eu gostaria muito de re-gravar por completo Saturday Night Fever e chamar-lo de Saturday Night Seizure(Captura de Sábado a Noite). São músicas boas pra caralho. Eu gostaria de gravá-las bem lentas e pesadas, tipo uma batida por século.

DRE: Você tem alguma idéia para transmitir através do novo álbum?
PS: A idéia era aliviar a pobreza.

DRE: E como esta se saindo?
PS: Eu estou centenário.

DRE: Mas eu tenho certeza que vocês estão bem, vocês deve fazer grana com seus shows?
PS: Na verdade eu gosto de deixar as pessoas entrarem de graça, mas cobrar pra elas saírem. Readmissão. Eu vou espalhar um gás mostarda e dizer, “Me dêem toda sua grana, suas namoradas bonitas e vocês devem sair”.

DRE: Eu aposto que você deve pegar umas meninas bem lindas nos shows.
PS: Tem meninas bonitas nos shows, mas eu estou ficando velho e chato então isso não importa.

DRE: Ah, para, você sabe que existem garotas obcecadas por você.
PS: Claro, elas descobriram onde eu moro e vem em minha casa as 4 da manha.

DRE: Isso não é bom
PS: Eu juro por Deus que elas vêm. Não o tempo todo, mas de vez em quando. Eu estarei assistindo Law & Order as 5 da manha e a campanhia irá tocar. E eu penso, “Mas que merda é agora? É mais uma geral da polícia?” mas será uma garota dizendo “eu dirigi desde Idaho...” e eu penso “Cadê a porra das batatas?”, eu penso “Qual é o seu problema? Eu tenho 113 kg de carne de má qualidade e a habilidade de irritar pessoas e você dirige tudo isso pra me ver. Quer saber, ta aqui o dinheiro do combustível”. Eu tenho que ir até um caixa eletrônico e dar $400 para ela voltar pra Idaho. Tudo bem, ela da uma buzinadinhas, boa noite, até mais. Eu estarei voltando para casa depois de comprar comida com sacolas de carne moída, papel higiênico, tampões de algodão e comida congelada saindo pra fora das sacolas e lá está uma garota pelada sentada na porra da minha escada. Aí eu falo “E ai, beleza?” - “Peter, eu amei você a minha vida toda” ai eu digo ”Você tem quatro anos? Na boa, não pode ser tudo isso.” (imitando uma menina).

Uma vez eu estava numa turnê e uma garota, vestindo uma roupa de Papai Noel, quase pelada apertou a campanhia da casa da minha mãe em dezembro. Minha mãe atende a porta e a garota diz:
– O Peter taí? Minha mãe diz:
– Olha, ele não ta mais entre, você vai pegar uma pneumonia.
Minha mãe trouxe essa gostosa pra dentro de casa. Ela estava azul de tanto ficar lá fora. Minha mãe deu sopa pra ela e elas conversaram. Eu falei com ela pelo telefone e disse:
– Mãe, pra que você deixa esse tipo de gente entrar?
– Ela estava com frio!
– Sim, mas eu não sei de onde ela veio!

DRE: Então é fácil conseguir esse tipo de mulheres?
PS: Na verdade isso acabou. Eu tirei de verdade do meu sistema. Eu estou atualmente procurando por uma esposa. Eu entro na internet pra procurar noivas russas. Elas vêm em uma caixa que diz: “Cuidado, noiva viva” com os buracos na porra da caixa. Você da um prato de comida, um pouco de água, elas casam com você e se divorciam, mas elas são civilizadas.

DRE: Você deve ter namorado por um bom tempo algum dia
PS: Sim, eu namorei por 10 anos. A Década da Morte é como eu chamo.

DRE: Foi culpa sua terem terminado?
PS: Era mutuo.

DRE: Você vive com isso?
PS: Eu gosto das coisas do meu jeito. Eu fiquei sozinho nesses últimos 7 anos então a luz está apagada, eu quero que seja assim. Mas eu não posso lugar com uma garota que pode mais do que eu. Eu diria, “tudo bem, durmo lá em cima”.

DRE: Uma mulher maior que você teria que ser bem grande.
PS: Eu diria. “Ok vadia, você carrega as compras”.

DRE: At what point did you get it out of your system?
PS: Deixando a brincadeira de lado, eu digo que depois do término com essa garota, eu descobri que eu gostaria de estar com alguém mais pela companhia do que pelo sexo. Tipo assim, “Oh, pobre Pete, ele só quer ser amado”. Sim eu quero ser amamentado. Essas são as ramificações da ciência moderna. Em 1960, eles descobriram que nós não devíamos ser amamentados. Nós mamamos nas tetas por 25.000 anos e agora eles querem parar bem quando eu nasci? Eu acho que tem algo haver comigo porque eu nasci com uma arcada dentaria de tubarão.

DRE: Eu sei algumas pessoas que são como você e eles dizem que é foda achar alguém por que você nunca sabe se esse alguém é um mentiroso ou um louco.
PS: Olha, você conhece uma garota em uma turnê e você pensa o que me faz diferente desses rockeiros idiotas com um monte de coca na cara. Se você transar comigo, vai transar com qualquer um. O povo pensa. “Oh, o Peter é sexista por que ele se aproveita das mulheres”. Não, a gente se aproveita um do outro. Mas eu sou sexista porque eu odeio homens. Eu não gosto de competição. Eu quero ser o único homem na terra. Eu quero um exercito de filhos meus e depois achar um planeta para atacar.

DRE: Você quer ter filhos?
PS: Eu não tenho certeza se meus cromossomos dão conta. Eu não acho que deveria reproduzir.
Deus proibiu. Se eu tivesse uma filha e quando ela tivesse 13 anos eu pensaria: “Oh meu Deus, ela vai achar um cara igual a mim”. Puta merda. É que nem num boomerang.

DRE: Não sei se você assistiu The Osbournes mas você tem medo que seus filhos fiquem como eles?
PS: Eu tenho medo dos valores de hoje. Parece que a mídia dita os valores. A MTV baniu um de nossos vídeos por causa de 2 mulheres fumando. Mas eu nunca vi o Slash tocando sem um cigarro na boca. A MTV diz: Oh, você tem que comprar esses covardes por $300 então você pode ser apunhalado até a morte em uma estação de trem ou alguém idiota pode arrancá-los de seus pés. É tudo sobre grana. Eles vão tentar vender qualquer coisa pra convencer que você precisa daquilo. Como o novo Hummer 4 que parece que tem rodas de bicicleta nele. Tem todas essas crianças com seus moicanos e eles parecem tão legais com seus piercings no reto. Com o preço da gasolina do jeito que ta, eu vou de monociclo.

DRE: Porque Rasputin na cada do Dead Again?
PS: Porque ele poderia ser o melhor integrante do Type o Negative, com seu cabelo oleoso e seus olhos bem azuis. Se ele fosse treinado, se encaixaria perfeitamente. Ele era um mulherengo do caralho, drogado, alcoólatra e um cristão ortodoxo com um pinto grande. Também os comunistas não podiam matar ele. É muito parecido comigo. Não tem como vence-lo.

DRE: Os comunistas estão atrás de você?
PS: Todo mundo esta atrás de mim. Os fascistas, comunistas, fascismo, botulismo, todos estão atrás de mim. O FBI, KGB, ASPCA.


DRE: Eu li que nesse novo álbum seria a redescoberta das suas raízes religiosas. É verdade?
PS: Sim, é a mais absoluta verdade e eu não estou brincando. Algumas coisas profundas aconteceram nos últimos anos. Eu perdi minha mãe, eu tive um grande problema com cocaína e álcool e eu estava internado em uma instituição psiquiátrica em Rikers Island. Então isso foi muito interessante. Eles dizem que não há ateus nas trincheiras. A morte da minha mãe me fez descobrir minha mortalidade. Eu pensei: “Caralho, talvez exista um Deus então é melhor eu começar a rezar”.

DRE: Você era religioso?
PS: Minha mãe era Católica Romana e meu pai era Russo Ortodoxo então eu tive crenças dos dois lados. É como se tudo fosse pecado. Você pegar o garfo errado, é pecado.

DRE: Você disse que sua mãe morou em cima da sua casa uma vez?
PS: Eu moro na mesma casa por 43 anos e minha mãe morava no andar de cima. Ela morreu a um ano e meio atrás e era horrorizante subir lá em cima todo dia e ver seu como podre, como por cômodo. Era agonizante. Também em 1995 no Dia dos Namorados(14 fevereiro), meu pai morreu. Eu não era muito intimo dele e eu ainda sinto por isso. Eu tenho a dizer que tem muitas coisas que eu gostaria de perguntar a ele sobre isso, sobre aquilo. Mas quando minha mãe ficou sabendo que ela iria morre, eu queria ter certeza que eu poderia passar tem suficiente com ela e dizer tudo o que eu queria dizer para ela.

DRE: Então você fez isso.
PS: Sim, eu sinto que os dois então em um lugar bem melhor. Claro, eu sinto falta dela pra caralho e vivo na mesma casa, então fico lembrando o tempo todo. Mas como isso não me destrói, só me deixa mais irritado.

DRE: Já que ela era religiosa, o que ela pensava sobre sua música?
PS: Olha... era bem estranho. Quando eu fiz aquela merda de posar nu na Playgirl, minhas irmãs vieram pra casa e mostraram a porra da revista. Ela disse: “É por isso que chamei ele de Peter”.

DRE: [risos] Ela parece ser massa
PS: Ela tinha senso de humor sobre isso. Eu sou apenas uma criança do Brooklyn. Nós todos fazemos coisas que vão além de seu apenas um cara da vizinhança. Eu amo sai comprar comida. Eu faço o que chamo de Psycho Pathmark porque eu vou umas 4 da manha onde todos meus amigos estão lá. Tipo O Amanhecer dos Mortos, o povo vai só vagar e andar por ai. Nós olhamos um pro outro e pensamos. Sim nós somos um. Mas eles não compram nada. Eu gosto de por meus pés no carrinho de compras e ir pelo corredor o mais rápido que eu posso e pegar tudo. Mas toda vez que eu estou comprando papel higiênico é quando um fã aparece. Eu falo: “Sim eu cago também”. Às vezes eu gosto de fazer uma experiência com o povo porque todo mundo tem que olhar dentro do carrinho do outro. Eu falo: “O que que você ta olhando? Você não pode pegar, é meu!”. Mas eles têm que olhar no seu carrinho especialmente se você se parecer comigo, 2,03, cabelo comprido escuro, dentes de vampiro, olhos verdes. Eu vou comprar 100 comidas congeladas da Swanson absorventes só pra ver a reação das pessoas.
“Você não pode passar na minha frente na fila” ou “Eu estarei te esperando lá fora”.

DRE: Então gravar este álbum foi diferente porque você está diferente?

PS: Todas minhas composições vem de exageradas experiências de vida porque minha vida é realmente muito chata. Eu estava falando sobre comida congelada, eu quero muito casar com a Sra. Swanson, porque se ela transar como cozinha, eu sei o que vou comer toda noite. Ia ser muito massa. Você queria escutar algo sobre uma porra de comida ou uma porra de prateleira de livros empoeirados e outras coisas? Não, então eu tenho que exagerar pra dar sentido. Eu estive com algumas mulheres que infelizmente escolhi para amar. Mas eu não odeio mulheres; Eu não odeio homens; Eu odeio a raça humana toda. Eu me odeio mais porque eu faço parte dessa raça. Sou a pior parte. Eu sei que sou um merda e uma pilha de protoplasma. Minha função na vida é transformar comida em merda.

DRE: Eu vi que vocês estarão fazendo turnê junto com o Celtic Frost. Você deve ser muito fã deles.
PS: Oh Meu Deus, é quase um sonho que se torna realidade.

DRE: Como aconteceu?
PS: Eu não sei na verdade o que aconteceu porque eu estou pagando bem um monte de pessoas para tomar essas decisões. Simplesmente aconteceu. Eu me sinto mal por eles abrirem pra gente. Eu acho que a gente deveria abrir pra eles. Eu acho que essa turnê vai ser bem divertida e eu acho que vai rolar algum suicídio, overdose ou um assassinato. Só espero que não seja eu.

DRE: Você conhecia algum dos caras do Celtic Frost??
PS: Não. Eu vi eles ao vivo em Nova Iorque a alguns meses atrás e eles tocaram bem pra caralho. Mas eu nunca conheci eles na verdade. Eu tenho certeza que vamos estar parecendo camaradas bêbados se abraçando em 5 minutos. Nós vamos estar fodendo um ao outro, sem duvida.
Eu cancelei este show uma vez porque fodi minhas costas porque eu escorreguei na porra de um vomito de gato na minha casa quando nos estávamos em uma turnê com o Cradle of Filth e o vocalista deles disse pra platéia. “Type O cancelou o show de hoje porque Peter é o único cara que consegue chupar seu pinto e foder com as costas”. E eu: “Beleza, você quer começar?” Então quando eu me recuperei eu pus um puta pedaço de chicletes no palco e pisei em cima e disse: “Merda, pisei no Dani.”


DRE: Eu vi na sua pagina do IMDB que você participou do Oz, qual foi seu papel na verdade?
PS: Eu tenho um amigo, que se chama Dougls Crosby, que era o coordenador do elenco daquele seriado. Ele falou: “Você pode falar qualquer coisa que você quiser e você pode conseguir sua licença do sindicato dos atores”. Então eu disse sim e surpreendentemente eu fiz um branco supremascista, que surpresa, e eu tinha que ameaçar alguém e eu disse “Feliz Natal, filho da puta”. Mas nós tivemos que fazer a cena umas dez vezes de uma vez só e eu não sou um ator muito bom então quando eu segurava ele, eu machucava ele toda vez, então ele dizia: “O cara, ta machucando” e eu dizia, “Foi mal”.

DRE: Você era fã desse seriado?
PS: Eu não vi o seriado todo. Eu nem vi minha parte.

DRE: [risos] É bom se um dia você precisas alugar um DVD.
PS: Eu ouvi dizer que é muito bom bla bla bla bla. Mas me amigo me ofereceu esta oportunidade e eu disse: “Beleza, $700 por hora pra se passar por idiota” normalmente eu faço isso de graça.

DRE: Eu tenho certeza que você sabe o que é Suicide Girls.
PS: I Eu ouvi sobre essas mulheres, mas eu não sei exatamente o que é. Eu tenho medo de usar o computador porque toda vez que eu vejo minha agenda, eu fico horrorizado de como vai ser meu futuro com turnês e com as coisas que eu tenho que fazer. Eu gosto do nome SuicideGirls. Se você vai se matar, você tem que levar alguém que você odeia. É tipo quando você ta dirigindo bêbado, passa com o carro por cima de quem você odeia.

Fonte: SuicideGirls.com
Autor: Daniel Robert Epstein

Créditos pela tradução : Diego